• Paulo Dias F.

Depreciação no dia a dia?


O aumento das receitas, seja nas organizações através de mais vendas, seja na vida pessoal através de salário, normalmente nos leva a um padrão de posse de mais bens e/ou mais caros.



Uma organização, por exemplo, que fatura R$ 10.000,00 por mês terá certa dificuldade em adquirir um ar-condicionado instalado por R$ 3.000,00. Já uma empresa que fatura

R$ 300.000,00 por mês, poderá se dar ao luxo de comprar este conforto.

Muitos empreendedores reclamam que “não sobra dinheiro” em suas operações. Um dos fatores pode ser a não apropriação adequada de todos os custos na formação dos preços de venda. Um desses custos, normalmente, é a depreciação.

Nos meus trabalhos de consultoria empresarial, especialmente quando definimos o DRE (Demonstrativo de Resultados), um dos custos a se apropriar e, preferencialmente, considerá-lo na formação do preço aos clientes, é a depreciação. Engana-se que a depreciação afeta somente às organizações. Você, também, tem seu dinheiro corroído, mês após mês, por este efeito inevitável.

Depreciação nada mais é que a perda do valor de um bem ao longo do tempo. Seja porque é um modelo “antigo” (efeito da obsolescência), seja por uso intensivo (desgaste prematuro, acelerado). Vamos a um exemplo de um veículo, que é um bem que atende tanto a Pessoas Jurídicas quanto à Pessoas Físicas?

Ao adquirir um veículo 0 km, digamos que o valor pago tenha sido de R$ 50.000,00. Quanto valerá este mesmo veículo após 3 anos de uso? Vamos supor que em uma pesquisa que você realizou, um modelo parecido de veículo, após três anos de uso, vale

R$ 37.400,00.

Esta diferença de R$ 50.000,00 – R$ 37.400,00 = R$ 12.600,00 é uma excelente referência de depreciação a ser apropriada como uma “saída” de dinheiro (custo ou despesa). Ou seja, se a cada três anos se desejar substituir o veículo usado por um novo, um 0 km, será preciso ter em caixa (ou financiar) a diferença de R$ 12.600,00 para se ter os R$ 50.000,00 novamente.

Vamos pensar no impacto mensal da depreciação? No nosso exemplo, é de

R$ 12.600,00 ao longo de três anos. Logo, 12.600 / 36 = R$ 350,00 por mês. Ou seja, é melhor reservar, poupar, separar (provisionar), colocar nos custos dos teus produtos e serviços este valor para que, após três anos de uso, haja alguma chance de ter os recursos para adquirir, novamente, um novo veículo para sua empresa (ou para você).




Agora imagine o impacto da depreciação em todos os recursos que você tem na empresa (ou na sua casa). Há computadores, há celulares, há máquinas, há geladeiras, televisores, mobília... O ideal é considerar para cada um deles:

1) O tempo de uso, e

2) Quanto valerá após este período.

Muitos equipamentos poderão perder até 100% do valor. É o caso de equipamentos de informática e celulares, por exemplo. Dificilmente se recupera algum valor depois de usados (valor residual) após alguns anos de uso. É preciso saber o impacto geral da depreciação na sua atividade para sempre se ter um fundo de reserva para reposição.

Agora que você sabe o impacto da depreciação, tanto na sua organização quanto na sua vida pessoal, que tal aproveitar uma planilha que tenho prontinha no Google Sheets para compartilhar contigo?


Link Planilha modelo Depreciação


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